Grande chance de você ser um “hacker” e não saber

Todo ano acontece a Social Media Week em várias cidades do mundo, dentre elas, São Paulo. Por aqui, aconteceu em setembro. Quem tem interesse no tema, vale tentar um ingresso ou  uma fila de espera. Geralmente nao demora e consegue-se entrar e sentar. E é lá no MIS, que é uma delícia de se estar. Eu sou uma grande curiosa e adoro estar onde se fala de cultura e de marketing, cheio de gente nova que está fazendo acontecer nesse mercado efervescente. Selecionei algumas falas e #partiusmwsp.

Por lá, a palavra do momento foi Hacker. Seja empregada sozinha ou adjetivada – Growth Hacker, Social Media Hacker... E essa é uma palavra já vem carregada de sentidos. Talvez você já esteja se lembrando dos vários filmes que viu sobre o tema. E se apreciar a mesma estética que eu, é provável que seja fã de Matrix (o primeiro, é lógico!). Uma das palestrantes até pesquisou nas suas redes sociais o que as pessoas entendiam pelo termo, para confirmar uma visão bastante ligada à subversão.

E se você não se sente subversivo, deve estar se perguntando como, afinal, você pode ser um hacker.  A questão é que essa palavra está se resignificando e passa a estar ligada à subversão de paradigmas. Ficou complicado? Vou ser mais direta: Você se diria “explorador, criativo, inovador, catalizador do conhecimento, visionário e aquele que investe num repertório não trivial“. Se respondeu sim para mais de três características, grande chance de ser um hacker e não saber. É sair do óbvio, aceitar o incomum, o imprevisível, como uma possibilidade criativa e de inovação.  A proposta deste agente é refletir de forma mais abrangente, antes de executar ações para as marcas, combinando conhecimentos da antropologia, cibercultura, psicologia, marketing digital, social media. Apesar de administradora, fui fazer um mestrado em consumo e um doutorado em comunicação, buscando justamente um repertório distante do disponível nos MBAs. Queria um conhecimento para além dos manuais funcionalistas. Será que isso me qualifica como uma social media hacker?

Num outro seminário, o tema foi Growth Hacking, como uma nova uma mentalidade voltada para o crescimento. Ou seja, parte-se da aglutinação de todas as frentes  do universo digital (Inbound marketing, SEO, SEM,  call-to-action, Social, email, landing pages, CRM …), direcionando-as exclusivamente para a melhoria dos indicadores-chave (visitas, leads, clientes, receita, etc.). Implementa-se ainda a cultura da “experiência”,  no sentido de sucessivos testes para ver o que dá melhor resultado e descartar, logo, o que não funciona bem. O termo, atribuido à Sean Ellis, parte da possibilidade de se poder controlar quase tudo no digital, com dados dos resultados de qualquer ação implementada. Vale BI, analytics, big data, para suportar a experimentação incessante na busca do melhor resultado.

Porém, depois de ter passado muitos anos na AmBev, senti um certo déjà vu (Ops, Matrix outra vez!).  Essa cultura de resultados já está nas minhas entranhas, antes mesmo da internet existir (Sim, eu vivi essa época. Sou uma netssaura). Ela só catalisou e acelerou o processo.

E você, é um growth hacker?

Para ver os detalhes dailustração: http://http://www.rafichowdhury.com/wp-content/uploads/2016/01/Growth-Hacking-

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