Planejamento: trabalhoso, mas fundamental

Setembro começa a temporada de planejamento para o ano seguinte. É o período, nas organizações, em que longas reuniões, no decorrer de meses, levam a cabo a difícil missão de estabelecer um planejamento para o próximo ano. Se o seu não está pronto ainda, corra.

As empresas que têm esse processo enraizado em sua cultura cumprem esse ritual religiosamente.. Por mais que possa parecer cedo, faz-se necessário, haja vista que o desenvolvimento, se bem-feito, costuma levar, em média, 8 semanas.

E quanto maior a organização, maior a complexidade e mais indispensável o planejamento. Na medida em que a empresa cresce, crescem também seus desafios de toda natureza e sorte: caixa, investimento, governança, sucessão, logística, produção, dentre tantos outros. Como endereçar essas questões agregando valor ao seu negócio? O planejamento é a resposta.

Todo esse trabalho passa, necessariamente, pela análise do histórico da empresa com um olhar estratégico, pela definição de objetivos e pela escolha de caminhos que criem uma posição única e de valor para o negócio. É preciso provocar uma escolha deliberada de investimentos e de atividades que entreguem esse posicionamento criado.

Falando assim, pode parecer uma tarefa fácil, mas não é. O primeiro certame acontece no levantamento do histórico – em profundidade e formato que propiciem uma análise estratégica.

Contudo, de forma geral, os sistemas de informações tendem a fornecer dados generalistas, que não permitem entender o que motivou determinados números e que não dão pistas que levem às conclusões que deles possam advir. Planejar é olhar para frente, com um rumo definido, mas com eventuais olhos no retrovisor.

A partir daí, faz-se necessário concordar acerca desse diagnóstico e, desafio maior, alinhar a visão de futuro e as opções estratégicas que enderecem as oportunidades, ameaças, forças e fraquezas identificadas entre todos os executivos-chave da organização. Tende a ser um campo de lutas e nem sempre quem ganha defende o melhor para a organização. Por isso, esse processo deve ser muito bem gerenciado, para evitar que uma pessoa mais forte ou carismática possa levar a empresa para o caminho errado.

Uma vez tudo alinhado, é preciso transformar um punhado de boas intenções em um plano concreto que viabilize sua implantação. Para isso, é necessário definir quem, quando, como e, principalmente, quanto custará cada ideia presente no plano.

Tudo pronto, o sucesso do planejamento ainda não está garantido. É necessário, ainda, disseminá-lo e desdobrá-lo nas mais diferentes áreas e subáreas da organização, fazendo com que cada colaborador não só conheça o norte da empresa, como também saiba sua parcela de contribuição no processo.

Há de se reconhecer que é um trabalho hercúleo, que precisa de um responsável, às vezes de uma área inteira e, eventualmente, de terceiros, para concluir todo o processo com êxito. Nesse sentido, o planejamento não é dado, é conquistado. E essa conquista leva tempo. Um tempo que começa agora.

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